POR QUE ALGUMAS IGREJAS CRESCEM?

Escrito por Pb. Carlos Bezerra
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  David Ebby é um Pr. Presbiteriano norte-americano, pesquisador do movimento de crescimento de igrejas e também um apaixonado pelo estudo sobre pregações. John MacArthur Jr. Fez uma apresentação em um de seus livros dizendo o seguinte: “Tanto as Escrituras, quanto a história apóiam a tese de David: Igrejas que crescem são quase invariavelmente centros de ótima pregação. E este é um fato que o Movimento de Crescimento de Igrejas deve encarar”. 

 

Ter uma igreja lotada é o sonho de muitos pastores. No Brasil encontramos muitas naves de templos “pseudos-cristãos” com pessoas se espremendo para “ouvir?” o que se fala lá na frente... O ponto aqui não é se estaremos falando de igrejas genuínas, de homens íntegros no compromisso com o Senhor, etc..., mas sim da qualidade de um alimento necessário e que seja sadio para todos: O alimento da Palavra, o preparo, a entrega e a recepção de um sermão centrado na Palavra, extraído do texto, de contato e intimidade com Ele, de paixão, amor, devoção, entrega, vontade real de falar de Cristo, do amor de Deus, de tudo de bom que o Espírito Santo tem para nós, enfim, quero trazer algumas meditações, para compartilhar com aqueles que também amam e desejam aprender algo mais a cada dia que aguardamos a volta do nosso Senhor. Seja bem vindo, sente a mesa, e sirva-se à vontade. A casa é sua, é nossa, é do PAI !

Ainda falando de J. MacArthur Jr., o mesmo diz também o seguinte: “A vitalidade de nossas igrejas, não está em nossas programações. A vitalidade de nossas igrejas é o púlpito!”. O bom e velho D.M. Lloyd Jones tinha o mesmo pensamento. João Calvino relutou até onde pode para não ficar em Genebra e ali cuidar de muitos refugiados da Reforma, porém quando arregaçou as mangas, e colocou a sua mão na pena e no tinteiro, excelentes sermões, estudos, e tratados teológicos saíram daquela mente brilhante. Calvino foi um pastor como poucos, seu trabalho é simplesmente incomparável. E um detalhe: Calvino amava pregar!

Ebby diz que hoje vivemos num tempo de técnica sociológica, metodologias, multi-programações e pragmatismos.

Ele realizou seus estudos depois de ler e ficar intrigado com um texto bíblico. O texto de Atos 6:4. O contexto deste texto aqui era de que muitos gregos e não judeus, estavam entregando suas vidas ao Senhor. A igreja estava crescendo e se multiplicando. Sabiamente, os discípulos, os doze enviados de Jesus, decidiram que não seria bom pararem de se dedicar somente ao serviço social, à missão integral, como diriam alguns. E Lucas descreveu que a decisão foi tomada em conjunto e a decisão foi: “Nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra”.

E foi pensando nisso que resolvi “meditar” junto com este Pr. também. Buscar algumas reflexões, meditações, porque de algum jeito, você que está lendo, será beneficiado de alguma forma com isso. Mesmo que não seja um pregador de fato, como é o meu caso. O importante no momento é pensarmos nos benefícios que isso pode nos trazer. Você, que ama a Cristo, é Igreja do Senhor e se preocupa com o que está saindo das caixas de alto-falantes da sua, da minha, da nossa igreja, saberá usar estas meditações como forma de incentivo aos nossos pastore, irmãos e irmãs, pregadores e pregadoras da Palavra de Deus. 

John Stott a respeito do livro de Atos disse o seguinte: “Atos é imensamente importante devido à inspiração contemporânea que nos traz...De fato, tem sido um exercício salutar para a Igreja de todos os séculos compara-se com a igreja do primeiro século e tentar reconquistar algo daquela confiança, daquele entusiasmo, daquela visão e daquele poder...”.

O que notei das pesquisas de Ebby, é que Lucas continua enfatizando com o crescimento da Palavra de Deus. E é isso o que tem haver conosco nos dias de hoje, é disso que Stott fala a respeito de “inspiração contemporânea”, inspiração de falar, de pregar a Palavra como eles pregavam “hoje”, daquele entusiasmo hoje!

Em Atos 12:24 ele escreve que a Palavra de Deus crescia e se multiplicava.

No 13:49 “Divulgava-se a Palavra por toda a região”...Em 19:20 “A Palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia”. 

A Palavra crescia. Não os métodos. 

A Palavra crescia. Não, homens.

A Palavra crescia. A Igreja crescia. Cresceu o número de salvos em Cristo.

Não foi uma metodologia, uma prática do “aqui dá certo, ali também tem que dar”, não é algo inventado por criatura. É o próprio Criador se manifestando pela proclamação da Sua Palavra. A Palavra é Dele.

Quem é honrado, exaltado, glorificado é Ele. O maior interesse de abençoar os homens, não é de quem anuncia, mas Daquele que se revela pela Palavra. Lucas sabia exatamente do que estava falando. Em outros textos ele fala exatamente do “crescimento da igreja” como podemos consultar em Atos 2:47, 5:14, 9:31 e 16:5.

Sir Lloyd Jones que citou e citarei muitas vezes ainda diz no seu texto “Pregação e Pregadores”: “A mais urgente necessidade da igreja Cristão da atualidade é a pregação autêntica”.

E até o príncipe, me incentiva e me faz meditar a tal assunto, quando falou: “Não procuro outra forma de converter pessoas além da simples pregação do Evangelho e da abertura dos ouvidos dos homens para ouvi-la. No momento em que a igreja de Deus menosprezar o púlpito, Deus a desprezará. Tem sido através do ministério que o Senhor tem se agradado em avivar e abençoar Suas Igrejas”. Este texto é de Charles H. Spurgeon. 

Um outro autor, conhecidíssimo certa vez escrevendo para um pupilo seu, disse o seguinte: “...prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá um tempo em não suportarão a sã doutrina...” – II Tim 4:1-3. Pois é Apóstolo Paulo, esse tempo chegou. Cabe a nós seguirmos os vossos conselhos, meditando dia e noite no que “Está escrito!” e assim “anunciar devidamente o que Está escrito!”. 
E novamente, me pego meditando: "Porque algumas igrejas crescem"? Você já tinha meditado nisso?
Que Deus o abençoe.

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